Pretos Velhos

Dia 14 de maio celebraremos a festa de Preto Velho em nosso terreiro. Na TUNGRA o nosso guia doutrinador é o Pai Benedito das Almas.

Os pretos velhos preenchem uma linha de trabalho na Umbanda das mais benevolentes para os consulentes e médiuns, são o sol de um terreiro de Umbanda. Pois com seu olhar marejado, seus tempos de luz de aprendizado através de dores que nem imaginamos, transformam em pura doçura ao falar aos que precisam de uma ajuda, acalento e auxilio de suas jornadas. Conseguem transmutar por vezes a razão de um sofrimento em força para a mudança e solução de problemas.

Existe um texto muito bonito que reforçam as palavras e ensinamentos de pretos e pretas velhas:

Sete lágrimas de um Preto Velho

Num cantinho de um terreiro, sentado num banquinho, fumando seu cachimbo, um triste Preto Velho chorava. De seus “olhos” molhados, esquisitas lágrimas pelas faces e seis porque as contei… Foram sete. Na incontida vontade de saber me aproximei e perguntei: fala meu Preto Velho, diz ao teu filho por que externas assim uma tão visível dor? E ele suavemente respondeu: estás vendo esta multidão que entra e sai? As lágrimas contadas estão distribuída a cada uma delas.

A PRIMEIRA, eu dei a estes indiferentes que aqui vem à busca de distração, para saírem ironizando aquilo que suas mentes ofuscadas não podem conceber…

A SEGUNDA , a esses eternos duvidosos que acreditam , desacreditando, na expectativa de um milagre que os façam alcançar aquilo que seus próprios merecimentos negam.

A TERCEIRA, distribui aos maus, aqueles que somente procuram a Umbanda, em busca de vingança, desejando sempre prejudicar a um seu semelhante.

A QUARTA, aos frios e calculistas que sabem que existe uma força espiritual e procuram beneficiar – se dela de qualquer forma e não conhecem a palavra gratidão:

A QUINTA, chega suave, tem o riso, o elogio da flor dos lábios, mas se olharem bem o seu semblante, verão escrito: creio na Umbanda, nos teus Caboclos e no teu Zambi, mas somente se vencerem o meu caso, ou me curarem disso ou daquilo.

A SEXTA, eu dei aos fúteis que vão de Centro em Centro não acreditando em nada, buscam aconchegos e conchavos e seus olhos revelam um interesse diferente.

A SÉTIMA, filho, nota como foi grande e como deslizou pesada? Foi a última, aquele que vive nos “olhos” de todos os Orixás. Fiz doação dessas aos Médiuns vaidosos que só aparecem no Centro em dia de festa e faltam as doutrinas. Esquecem que existem tantos irmãos precisando de caridade e tantas criancinhas precisando de amparo materno e espiritual
Assim filho meu, foi para esses todos que vistes cair uma a uma as Sete Lágrimas de um Preto Velho.

Salvem os pretos velhos: adorei as almas!

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