Xirê para Omolu, o senhor das doenças

No dia 15 de Dezembro, a TUNGRA vai realizar um xirê em homenagem ao orixá Omulu. Ele é o senhor das doenças, é o orixá da renovação dos espíritos,  senhor dos mortos e regente dos cemitérios, também conhecido como Calunga na umbanda; considerado o campo santo entre o mundo material e o mundo espiritual.

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Atotô Obaluaê!

 

É também o orixá que rege a morte física, ou seja, o instante seguinte à passagem do plano material para o plano espiritual. Porém, esta morte pode ser interpretada como o fim daquilo que atenta contra o sentido da vida e da geração.

Ele tem o poder de paralisar tudo que é contra a vida. É o orixá que comanda a linha dos pretos velhos.

Também conhecido como Obaluaê, o senhor da terra, o orixá da cura, da saúde e também das doenças, é o lado jovem que corresponde ao velho Omulu. São dois orixás em um. Por isso, quando alguém está doente, recorre a ele.

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Salve o senhor da cura!

O Orixá da morte, Senhor das doenças e da Calunga Pequena (Terra)

Saudação: Atotô!

(Devagar o fim, dê-me tempo e força!)

Dia da Semana: Segunda-feira

Dia do ano: 17 de dezembro

Sincretismo: São Lázaro

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São Lázaro na Umbanda é Omulu

Elemento: Fogo e terra

Natureza: Estradas, cemitérios e caminhos

Domínio: A passagem (desencarne), a consciência e o desligamento do Karma

Cor representativa: Branca e preta

Cor da guia: Branca e preta

Oferendas: Pipoca sem sal estourada na areia lavada e velas cruzadas     branca/preta

Bebida: Vinho tinto seco

Planeta: Saturno

Chacra: Básico ou sacro

Outros nomes: Xapanã (Nagô), Poligobi (Gêge) e Kafungegi (Angola)

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Um dos símbolo de Omulu é o xaxará – espécie de cetro de mão feito da palha do dendezeiro enfeitado com búzios e contas em que ele capta das casas das pessoas as energias negativas e “varre” as doenças, impurezas e males sobrenaturais.

Omulu é filho de Nanã, irmão de Oxumarê e sua figura é cercada de mistérios. A Ele é atribuído o controle sobre todas as doenças, especialmente as epidêmicas. O poderoso orixá tem tanto o poder de causar a doença como pode possibilitar a cura do mesmo mal que criou.

Atotô Obaluaê!

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Xirê para Iansã e celebração da falange de Boiadeiro

No Sábado, 08 de dezembro, a Tungra vai homenagear a orixá Iansã e também a falange de Boiadeiros que, na casa, atua na linha desta orixá. Junto à Ogum, Iansã é a orixá de cabeça do nosso babalorixá, pai Orlando D’Ogum. Em nossa casa, ela é sincretizada na figura de Santa Bárbara.

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Senhora dos ventos e dos raios, Iansã é a deusa que comanda as tempestades e também o espírito dos mortos, os quais controla com um rabo de cavalo chamado Eruexim – um dos seus símbolos.

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Santa Bárbara

Iansã é chamada por esse nome, por fazer referência ao entardecer: “a mãe do céu rosado” ou a “mãe do entardecer. A orixá guerreira também é conhecida por Oyá, que significa “raio”, um dos elementos da natureza que a representa.

Uma das missões de Oyá é transformar e renovar a natureza através do vento, por meio de sua manipulação. O vento, sendo forte ou brando, de toda maneira, provoca mudanças por onde passa, provocando tumulto e trazendo o novo.

 

Saudação: EPARREY IANSÃ!iansc3a3

Dia da Semana: Quarta-feira

Dia do ano: 04 de dezembro

Elemento: Vento, tempestades, raios

Natureza: Bambuzal

Cor representativa: amarela

Oferendas: acarajés, abará

Flores: Rosas champanhe, Gérbera coral, Crisântemos amarelos e todas as flores amarelas

Bebida: Champanhe

 

Boiadeiros

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Na Tungra, a falange de Boiadeiros é comandada pela entidade sr. Sete Laços, incorporada pelo dirigente pai Orlando D’Ogum, acompanhado sempre de seu amigo, sr. Vaquejada, recebido pela yalorixá mãe Aline D’Oxum. Em nossa casa os Boiadeiros trabalham na desobsessão e na queima, além de eventualmente atenderem na orientação aos consulentes.

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Boiadeiro laçando um boi

Os Boiadeiros são entidades que representam a natureza desbravadora, romântica, simples e persistente do homem do sertão, “o caboclo sertanejo”. São os Vaqueiros, Boiadeiros, Laçadores, Peões, Tocadores de Viola. O mestiço Brasileiro, filho de branco com índio, índio com negro e assim vai. Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé.

São espíritos que, quando encarnados, trabalharam com o gado em fazendas por todo o Brasil. Durante seus trabalhos nas sessões de Umbanda, por meio de canções que representam sua realidade nas fazendas, as entidades expressam o trabalho e a vida simples nessas fazendas, nos ensinando que o principal elemento da sua magia é a força de vontade, transmitindo coragem, atitude e fé aos consulentes.

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Eparrei Iansã!

Getruá Boiadeiro!

Nossa senhora da Graças

Dia 27/11 é dia de Nossa Senhora das Graças, senhora cuja luz divina ilumina nossa tenda.

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Estátua de Nossa Senhora das Graças

Nossa Senhora das Graças é uma invocação especial pela qual é conhecida a Virgem Maria, também invocada com a mesma intenção sob o nome de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa e Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças.

Oração

Ó Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe, ao contemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que vo-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas inúmeras culpas, acercamo-nos de vossos pés para vos expôr, durante esta oração, as nossas mais prementes necessidades (momento de silêncio e de pedir a graça desejada). Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior Glória de Deus, engrandecimento do vosso nome, e o bem de nossas almas. E para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre como verdadeiros cristãos. Amém.

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Simbolismo da Medalha Milagrosa

  • A serpente: Maria aparece esmagando a cabeça da serpente. A mulher que esmaga a cabeça da serpente, que é o demônio, já estava predita na Bíblia, no livro do Gênesis: “Porei inimizade entre ti e a mulher… Ela te esmagará a cabeça e tu procurarás, em vão, morder-lhe o calcanhar”. Deus declara iniciada a luta entre o bem e o mal. Essa luta é vencida por Jesus Cristo, o “novo Adão”, juntamente com Maria, a co-redentora, a “nova Eva”. É em Maria que se cumpre essa sentença de Deus: a mulher finalmente esmaga a cabeça da serpente, para que não mais a morte pudesse escravizar os homens.
  • Os raios: Simbolizam as graças que Nossa Senhora derrama sobre os seus devotos. A Santa Igreja, por isso, a chama Tesoureira de Deus.
  • As 12 estrelas: Correspondem aos doze apóstolos e representam a Igreja. Simbolizam as 12 tribos de Israel. Maria Santíssima também é saudada como “Estrela do Mar” na oração Ave, Stella Maris.
  • O coração cercado de espinhos: É o Sagrado Coração de Jesus. Foi Maria quem o formou em seu ventre. Nosso Senhor prometeu a Santa Margarida Maria Alacoque a graça da vida eterna aos devotos do seu Sagrado Coração, que simboliza o seu infinito e ilimitado Amor.
  • O coração transpassado por uma espada: É o Imaculado Coração de Maria, inseparável ao de Jesus: mesmo nas horas difíceis de Sua Paixão e Morte na Cruz, Ela estava lá, compartilhando da Sua dor, sendo a nossa co-redentora.
  • M: Significa Maria. Esse M sustenta o travessão e a Cruz, que representam o calvário. Essa simbologia indica a íntima ligação de Maria e Jesus na história da salvação.
  • O travessão e a Cruz: Simbolizam o calvário. Para a doutrina católica, a Santa Missa é a perpetuação do sacrifício do Calvário, portanto, ressaltam a importância do Sacrifício Eucarístico na vida do cristão.

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Salve Nossa Senhora das Graças, que seu manto sagrado nos cubra com luz e amor.

Festa de Zé Pelintra e da falange dos Malandros

Na penúltima gira do mês, no sábado 17/11, a TUNGRA vai celebrar a falange dos Malandros

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Salve a malandragem

Em consonância com o dia da Consciência Negra (20/11), a TUNGRA vai saudar a linha dos malandros, sob comando do senhor Zé Pelintra, recebido pelo Babalorixá do terreiro, Pai Orlando d’Ogum, no gira de sábado (17/11), a penúltima gira do mês de Novembro.

Assim como as demais entidades atuantes na Umbanda, os malandros são espíritos de homens e mulheres desencarnados que, por meio dos esclarecimentos que possuem sobre a espiritualidade e a vida dos seres humanos, com base em seus conhecimentos e experiências, ajudam-nos, exercendo o bem e a caridade, incentivando assim a evolução espiritual das pessoas.

Por meio do “jogo de cintura” e da “malandragem”, a linha de trabalho dos malandros atua na orientação, em assuntos ligados ao profissional, à proteção, ao convívio com amigos e familiares e à saúde. Quando se trata de comércio, seu Zé e sua banda ajudam também na prosperidade e na proteção dos negócios.

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A falange dos malandros trabalha para o bem e para a caridade, auxiliando no equilíbrio das energias negativas que envolvem o ser humano. Eles são regidos pelo orixá Ogum.

Alguns guias da falange do seu Zé Pelintra atuam nos campos da lei, da justiça, do amor, do conhecimento e em todas as outras irradiações divinas.

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Os malandros protegem e ajudam na prosperidade dos negócios.

 

Entre suas características, podemos destacar a sua atuação no auxilio daqueles irmãos que estão perdidos e sem luz, ele os encontra e com sua boa conversa os ilumina para que possam novamente ver a luz.

As cores que representam a malandragem são o vermelho e o branco, a falange é regida pelo orixá Ogum. Alguns guias podem atuar dentro desta linha sob a irradiação de outro orixá, o que pode intervir nas cores dos seus acessórios e também em suas características individuais.

Alguns guias da falange do seu Zé Pelintra atuam nos campos da lei, da justiça, do amor, do conhecimento e em todas as outras irradiações divinas.

Quando atuam, como todo bom malandro, essas entidades utilizam da cerveja, cigarro ou charuto e aperitivos como fundamento para auxiliar seus trabalhos.

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Zé Pelintra

Salve seu Zé!

Salve a malandragem!!!

Rifas da TUNGRA

Prezados irmãos e amigos da TUNGRA,

Com o objetivo de arrecadar fundos para o terreiro, vamos rifar duas lindas imagens, uma de Nossa Senhora das Graças e outra de Nossa Senhora Aparecida. O sorteio será realizado no dia 15/12/2018, que será também a nossa última gira do ano. As imagens foram pintadas e customizadas por médiuns da nossa corrente.

Ressaltamos que a TUNGRA se mantém por meio de doações oriundas da corrente mediúnica e também dos consulentes. Toda a quantia arrecadada por meio de rifas, sorteios ou doações espontâneas são utilizadas apenas para melhorias e manutenções da nossa casa.

Cada rifa custa R$ 10,00 e poderá ser adquirida diretamente na secretaria da TUNGRA.

Agradecemos a todos pelas contribuições!

Segue abaixo as imagens:

 

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Nossa Senhora Aparecida

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Nossa Senhora das Graças

Xirê para Orixá Oxum, senhora das águas doces, da beleza e do ouro

No próximo sábado, 13 de outubro, faremos um xirê em homenagem à Oxum, senhora do ouro

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Mamãe Oxum cuida do equilíbrio emocional dos seres, além de vibrar na prosperidade material

Saudação: Ora Yê Yê ô!

(Salve a Senhora das águas, a senhora da bondade!)

Dia da Semana: Sábado

Dia do ano: 12 de outubro

Sincretismo: Nossa Senhora Aparecida (em alguns lugares, Nossa Senhora da Conceição)

Elemento: Ouro

Natureza: Cachoeiras

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Oxum é sincretizada com Nossa Senhora Aparecida

Símbolos: Abebê e Alfange

Domínio: Fertilidade, harmonia, concórdia e equilíbrio emocional

Cor representativa: Azul escuro

Cor da guia: Azul escuro

Oferendas: Peixe de água doce, abará, lírios e velas azuis escura

Bebida: Água mineral

Planeta: Lua no quarto de cheia

Chacra: Frontal

Outros nomes: Dandalunda (Angola), Ialodé ou Axiri (Gêge)

Deusa da beleza, senhora do ouro e das águas doces, Oxum é sincretizada em nossa casa na figura de Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro). Orixá do amor, ela representa a fertilidade, a feminilidade, além de estimular a união matrimonial e a prosperidade no aspecto material. É chamada de senhora do ouro, pois favorece a conquista da riqueza espiritual e a abundância material. Atua na vida dos seres e em cada um os sentimentos de amor, fraternidade e união.

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Ora iê iê ô, mamãe Oxum

O arquétipo de Oxum é de uma bela e elegante mulher. Ela domina as cachoeiras e os rios, e carrega um abebê (espelho de metal) nas mãos. Atrás de uma superfície aparentemente calma podem existir fortes correntes e cavernas profundas.

Na Tungra, ela é representada na cor azul escuro, tanto nas guias, quanto nas velas. Suas oferendas são o peixe de água doce, o omolokun (feijão fradinho e ovos cozidos inteiros), abará, a pêra, a água mineral, lírios e rosas brancas.

Saravá Umbanda! Ora Yê Yê ô!

Fonte:  Hellen Reis Mourão

São Francisco de Assis – Protetor dos animais

No dia 4 de Outubro é comemorado o dia de São Francisco de Assis, o protetor dos animais e padroeiro da ecologia.

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Italiano de família abastada, Francisco de Assis desde jovem sente a necessidade de “servir ao amor e ao Servo”. Renuncia a herança da família e a todos seus bens materiais, indo, assim, fazer a caridade aos pobres em nome de Deus.

Conhecido pela proximidade com a natureza e os animais, sempre demonstrou amor universalista e bondade extrema a todos os seres vivos. Era alegre em seus cânticos e puro de coração.

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Oração a São Francisco de Assis

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.

Onde houver ódio, que eu leve o amor;

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;

Onde houver discórdia, que eu leve a união;

Onde houver dúvida, que eu leve a fé;

Onde houver erro, que eu leve a verdade;

Onde houver desespero, que eu leve a esperança;

Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;

Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, Fazei que eu procure mais

Consolar, que ser consolado;

compreender, que ser compreendido;

amar, que ser amado.

Pois, é dando que se recebe,

é perdoando que se é perdoado,

e é morrendo que se vive para a vida eterna.