Xirê para Ogum

Na gira do dia 28 de abril, saudaremos o orixá Ogum. Nossa casa é regida por Ogum Xoroquê.  Seguiremos com os trabalhos normais com orientação com os boadeiros e desobsessão com os Exus. Nossa gira começa pontualmente às 15h, confira nossas orientações antes de ir.

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Ogum é o orixá da guerra, da coragem, o protetor dos templos, das casas, dos caminhos

 

Outros nomesOriki ou Osin Imole (Primeiro Orixá a vir para a Terra)

SaudaçãoOgum iê! (Ogum é meu Pai!)

Dia da SemanaTerça-feira

Dia do ano23 de abril.

SincretismoSão Jorge e Santo Antônio (na Bahia)

ElementoFerro, fogo e terra.

Natureza: Caminhos

SímbolosIdá (espada de ferro), facão, corrente de ferro.

DomínioTodos os caminhos e lugares

Cor representativaAzul escuro, azul-marinho, azul-cobalto, na Umbanda sua cor é o vermelho

OferendasInhame, cará, feijoada.

BebidaCerveja clara.                                              

PlanetaMarte

ChacraPlexo Solar (3º)

 

O GUERREIRO

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Conhecido como o general de Oxalá, Ogum protege a todos que a Ele recorre. Seus domínios são todos os caminhos e todos os lugares. Em qualquer lugar que exista a menor possibilidade da prática do mal Ogum é atuante, seja nas encruzilhadas, nas matas, nos cemitérios, nas praias, na subcrosta, etc.

A lei de Ogum é a lei da espada, sua linha é a mais atuante contra as forças da Quimbanda e da magia negativa e suas funestas consequências.

Era um guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos. Dessas expedições, ele trazia sempre um rico espólio e numerosos escravos. Guerreou contra a cidade de Ará e a destruiu. Saqueou e devastou muitos outros estados e se apossou da cidade de Irê, matou o rei, aí instalou seu próprio filho no trono e regressou glorioso, usando ele mesmo o título de Oníìré, “Rei de Irê”. Tem semelhança com o vodum Gu. Foi Ogum quem ensinou aos homens como forjar o ferro e o aço. Ele tem um molho de sete instrumentos de ferro: alavanca, machado, pá, enxada, picareta, espada e faca, com as quais ajuda o homem a vencer a natureza.

Lenda Ogum Xoroquê

Uma vez, ao voltar de uma caçada com muita sede, ele não encontrou vinho de palma e zangou-se de tal maneira que, irado, subiu ao alto de um monte e gritou tão ferozmente que cobriu-se de sangue e fogo, vestindo-se apenas somente com o mariwo. Esse Ogum furioso, chamado agora de Xoroquê, foi para longe em direção aos outros reinos. Sempre furioso, foi para as terras dos Ibos, para o Daomé e até para o lado dos Ashantis. Guerreando, lutando, invadindo e conquistando. Com esse comportamento tão raivoso, muitos chegaram a pensar tratar-se de Exu, que teria ficado zangado por não ter recebido suas oferendas. Outros pensaram que ele tivesse se transformado num Exu e, desde então, muitos no candomblé passaram a tratá-lo como sendo metade Exu e metade Ogum.

Antes que ele chegasse a Ire, um Oluwo que vivia lá recomendou aos habitantes que oferecessem a Xoroquê um Aja (cachorro), Exu (inhame) e muito vinho de palma. Foi recomendado também que, com o corpo prostrado ao chão, em sinal de respeito, recitassem o seus orikis e que os tocadores tocassem em seu louvor. Sendo assim, todos fizeram o que lhes havia sido recomendado. Entretanto, o Rei resolveu não seguir tais conselhos, sendo alvo da fúria de Xoroquê, que logo matou o Rei quando chegou ao reino. Antes que ele matasse toda a população, os habitantes fizeram o recomendado e acalmaram Xoroquê que, acalmado, proclamou -se Rei de Ire.

Desde então, toda vez que Xoroquê se zanga, ele sai para o mundo com o intuito de guerrear e descontar sua ira. Quando retorna a Ire, ele volta a sua característica de Ogum guerreiro e vitorioso Rei de Ire.

Características dos filhos de Ogum:

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Os filhos de Ogum são o tipo das pessoas fortes, aguerridas e impulsivas, incapazes de perdoar as ofensas de que foram vítimas. Das pessoas que perseguem energicamente seus objetivos e não se desencorajam facilmente. Daquelas que, nos momentos difíceis, triunfam onde qualquer outro teria abandonado o combate e perdido toda a esperança. Das que possuem humor mutável, passando de furiosos acessos de raiva ao mais tranquilo dos comportamentos.

São do tipo de pessoas impetuosas e arrogantes, mas que devido à sinceridade e franqueza de suas intenções, tornam-se difíceis de serem odiadas.

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Xirê para o Orixá Logun Edé


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Logun Edé

Outros nomes: Logunedé

SaudaçãoLogum iê!

Dia da SemanaQuinta-feira

Dia do ano19 de abril.

SincretismoSanto Expedito

ElementoÁgua e terra.

Natureza: Margens dos rios que ficam nas matas

Símbolos: Abebê e Ofá. Cavalo marinho

DomínioRiqueza, fartura e beleza

Cor representativaAzul turquesa com amarelo ouro

OferendasAs mesma de Oxum e Oxóssi

BebidaAs mesmas de Oxum e Oxóssi

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É um orixá africano filho de Oxum  e Oxóssi. Vive seis meses nas matas caçando e seis meses nos rios pescando. É cultuado na nação Ijexá como sua mãe, mas também nas nações Ketu e Efan, sendo o seu culto muito difundido no Rio de Janeiro. No entanto, existem outras versões acerca de sua filiação. Se na maioria dos mitos, Logunedé surge como filho de Oxum e Oxóssi, em outros, um pouco mais raros, aparece como filho de Ogun e Iansã.

Simultaneamente caçador e pescador, Logunedé é o herdeiro dos axés de Oxum e Oxóssi que se fundem e se mesclam como mistério da criação, trata-se de um orixá que tem a graça, a meiguice e a faceirice de Oxum à alegria, à expansão de Oxóssi. Se Oxum confere a Logunedé axés sobre a sexualidade, a maternidade, a pesca e a prosperidade, Oxóssi lhe passa os axés da fartura, da caça, da habilidade, do conhecimento.

Essa característica de unir o feminino de Oxum ao masculino de Oxóssi, muitas vezes o leva a ser representado como uma criança, um menino pequeno ou adolescente, formando mais uma tríade sagrada na História das religiões.

Santo-Expedito

Logunedé não é um orixá “metá-metá”, ou seja, um orixá de dois sexos, embora divida o tempo com os pais, Logunedé é um orixá masculino. Ele é a beleza em pessoa, o encanto dos jovens, o namoro, o flerte. Rege a ingenuidade do jovem, a adolescência, a beleza adolescente. O seu encanto está no primeiro beijo, no primeiro abraço, no primeiro carinho. Está presente no brilho do olhar, no perfume das flores e numa paisagem singela. É também o deus da arte, o príncipe do que é belo, das águas doces, da caça, da alegria.

Logunedé está encantado nos pequenos animais, como o coelho, o porquinho-da-índia e os pequenos pássaros, no mato baixo, nas matas pouco densas e principalmente nos rios, sua morada predileta. Está ligado às artes de pintar, esculpir, escrever, dançar, cantar; como o seu pai Oxóssi e ligado ao banho, pois também é filho de Oxum, deusas das águas doces.

Características dos filhos de Logunedé

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O Abebê e o Ofá são os símbolos de Logun, respectivos à Oxum e Oxóssi

O filho de Logun é superficial e nunca tem absoluta certeza do que deseja mudando suas opiniões a cada estação. É belo, e tem consciência disso. Vaidoso, sensual, charmoso e elegante (marcas de Oxum), transita com a mesma naturalidade nos mais diversos ambientes, vai da favela à alta sociedade, fazendo amizades com uma facilidade incrível, pois sua alegria e eterno bom astral cativam a todos.

Cauteloso, objetivo e sincero (marcas de Oxóssi), está sempre procurando ajudar alguém, seja com atos ou palavras, é sempre um ombro amigo. Tem imenso interesse em aprender e viver novas experiências, no entanto está sempre agindo por impulso o que o leva a embarcar em muitas “canoas furadas”. Eterno curioso não descansa enquanto não solucionar um problema ou descobrir um segredo, nisso pode se tornar um perigo já que capta com facilidade o íntimo das pessoas.

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Tem beleza marcante, mente arguta e sensibilidade à flor da pele, o que, quase sempre, o leva a se tornar candidato ao sucesso, fortuna e fama por intermédio das artes em geral.

O lado negativo dos filhos de Logun pode se tornar um transtorno. Estão sempre a um passo do limite em seus defeitos, são narcisistas, prepotentes, arrogantes e extremamente possessivos. Irritam-se e perdem o controle com facilidade e frequência.

Entretanto, quando conseguem dominar esse temperamento irascível, tornam-se pessoas agradáveis e de fácil convívio.

 

Xirê em celebração ao dia do Orixá Ossãe

No dia 7 de abril, a Tenda de Umbanda Nossa Senhora das Graças (TUNGRA), vai saudar Ossãe, com um xirê (toque) para este orixá, responsável pelo segredo das ervas sagradas

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Outros nomesOssanyin, Ossaniyn, Ossain, Ossanhe ou Ossanha, Agué (Jeje), Katendê (Bantu)

SaudaçãoEweuá Ossãe ou Ewe! Assa! (Comida de Ossãe)

Dia da SemanaQuinta-feira

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Dia do ano31 de março

SincretismoSão Benedito

ElementoTerra, ar

Natureza: Matas e clareira de matas (ar livre)

Símbolosuma haste central com um pássaro na ponta, do meio dessa haste saem sete pontas, chamada de Opere ou Avivi

DomínioComanda as folhas medicinais e litúrgicas, chamadas de folha sagrada, que são utilizadas numa mistura especial chamada de abô. Muitas vezes, é representado com uma única perna. Cada orixá tem a sua folha, mas só Ossãe detém seus segredos. E sem as folhas e seus segredos não há axé, portanto sem ele nenhuma cerimônia é possível.

Saúde: problemas ósseos, reumatismo, artrite

Cor representativaVerde, branco e todas as variações de verde dependendo da nação.

OferendasBanana frita; milho cozido com amendoim torrado; canjiquinha; farofa de fubá; abacate; bolos de feijão e arroz

Flores: Flores do campo

BebidaSuco de hortelã, suco de goiaba, sucos de qualquer fruta

Características dos filhos de Ossãe

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Os filhos de Ossãe são tidos como pessoas introvertidas, misteriosas e discretas. Não

gostam muito de opinar em assuntos que não lhe digam respeito. Além do mais, falam muito pouco sobre sua vida particular e do passado. Dão muito valor à sua liberdade e são pessoas pacientes. Também são apegados aos animais. O equilíbrio das emoções é outra característica marcante, ou seja: são do tipo voltado ao racional, e isso lhes confere um certo afastamento das questões sociais e da vida familiar.

Os filhos de Ossãe são sempre muito independentes, desde muito cedo, são bastante racionais e equilibrados, não gostam de badalações e preferem o isolamento. Gostam da terra, da mata, da vida e são muito dedicados à religião.

Os filhos de Ossãe não toleram enganações. O lado positivo é que são pessoas reservadas, estudiosas, sinceras, obedientes, são introspectivos e ao mesmo tempo alegres, cientistas de mão cheia, capazes de desvendar qualquer mistério. São corajosos, são pessoas que se entregam às pesquisas, a arte de curar, e desenvolvem poderes para benzeduras, chás, banhos e encantamentos, por conta de sua facilidade em aprender o domínio sobre as ervas. Como amantes são de veneta, às vezes são impossíveis, insaciáveis e às vezes se entregam por longo tempo à abstinência sexual. São profissionais altamente competentes e responsáveis por seu trabalho seja ele qual for. Não suportam brigas, mas quando irados são péssimos adversários.

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Os filhos de Ossãe são dados ao estudo humano, sua tendência é sempre conhecer muito bem aqueles que os cercam. O lado negativo dos filhos de Ossãe: são feiticeiros, são verdadeiros bruxos dados à criação de poções mágicas para fazer sumir, fazer aparecer, pós-mágicos para toda espécie de coisas. São extremistas, capazes de acabar com a própria vida se for preciso. São traiçoeiros, são enganadores, articuladores, misteriosos, capazes de qualquer maldade.

Contudo sua presença é sempre muito desejada, pois possuem muito axé. Porém deve se lidar com os filhos de Ossãe com muito cuidado, pois eles têm uma leve impressão de estar sempre vigiando, passa às vezes uma forte carga negativa através do olhar. As pessoas com certeza têm a maior facilidade de absorver a negatividade e acabam caindo como mosca no mel, pois a força negativa dos filhos de Ossãe está concentrada no olhar. São vingativos, às vezes até mesmo covardes, pois trazem o inimigo para o seu habitat natural com a imposição para destruí-lo.

Xirê para Ewá

Este sábado teremos um amalá para a Orixá Ewá

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Cores: Vermelho Vivo, Coral e Rosa, amarelo

Símbolos: Lira, arpão, Ofá

Elementos: Florestas, Céu Rosado, Astros e Estrelas, mata virgem

Domínios: Beleza, Vidência (sensibilidade, sexto sentido), Criatividade, possibilidades

Saudação: Ri Ro Ewá! Doce, branda Ewá!

 O Orixá Ewá ou Iyewá, é uma bela virgem que Xangô se apaixonou, porém não conseguiu conquistá-la, Ewá fugiu de Xangô e foi acolhida por Obaluaiye que lhe deu refúgio. Ewá mora nas matas inalcançáveis, ligada a Iroko e Oxóssi, e tornou-se uma guerreira valente e caçadora habilidosa. Ewá é casta, a Senhora das possibilidades.

Ewá domina a vidência, atributo que o deus de todos os oráculos, Orunmilá lhe concedeu. Conhecida por sua aparência exótica, Ewá é também símbolo da beleza e sensualidade, mas nunca se entregou a nenhum homem, se conservando casta e se tornando protetora de tudo que é virgem e puro, desde o ser humano até mesmo as florestas e rios.

Não confunda pureza com ingenuidade, pois essa Orixá é muito astuta e esperta, por isso não queira nunca despertar a sua ira. Às vezes é confundida com Oxumaré, assim ela costuma ser cultuada juntamente com seu irmão e os dois são responsáveis pela energia do arco-íris. Ela também possui a serpente como seu símbolo, só que em tamanho menor que a de Oxumaré.

Ewá é uma Orixá guerreira e de palavra firme, o que ela decide ou diz não há quem a faça mudar de ideia. O seu objetivo é proteger os que são puros e verdadeiros de coração e para compreender e se entregar totalmente ao seu ideal ela escolheu ficar sozinha e casta para sempre.

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Lendas de Ewá

Ewá engana a morte

Conta uma das lendas de Ewá que um dia ela estava a beira do rio lavando roupas, as quais ela carrega em uma gigante gamela (igba), e notou que de longe vinha um homem correndo desesperado de algo. Se sentindo disposta a ajudá-lo, ela jogou as roupas no rio e o escondeu dentro de sua igba. Logo em seguida Ikú surgiu (a morte) e a perguntou se ela havia visto um homem, calmamente ela respondeu dizendo que ele havia descido o rio correndo, assim Ikú passou despercebido. Ao sair da igba o rapaz se apresentou como Ifá e se apaixonou perdidamente por Ewá, a levando embora consigo com a finalidade de desposá-la. Ela aprendeu com Ifá o dom da vidência, mas não se tornou sua mulher.

Oxumaré ajuda sua irmã

Nanã queria que sua filha Ewá se casasse com alguém poderoso, pois achava a jovem muito solitária e calada e ciente de sua fama por tamanha beleza ela sabia que Ewá poderia encontrar um bom partido. Mas a Orixá queria viver sozinha e se dedicar a sua função de equilíbrio e proteção de tudo que é puro e verdadeiro, decidiu então pedir ajuda de seu irmão Oxumaré. Então o Orixá serpente a levou para o seu lugar único, no final do arco íris, onde ninguém nunca chegou, nem nunca viu. Lá os dois passaram a viver juntos e Ewá se escondeu para sempre de Nanã e pôde fazer o que gosta, que é trazer a noite com seu adô.

 

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Características dos filhos de Ewá

Pessoas de beleza exótica, diferenciam-se das demais justamente por isso. Possuem tendência a duplicidade: Em algumas ocasiões podem ser bastante simpáticas, em outras são extremamente arrogantes; às vezes aparentam ser bem mais velhas ou parecem meninas, ingénuas e puras.

Dão valor ao que é belo fisicamente, por isso gostam de se vestir bem e com coisas caras. Se entregam facilmente as coisas belas e são facilmente influenciáveis, agindo conforme o ambiente onde frequentam ou gostariam de frequentar.

Sua atenção está inteiramente voltada a fatos e pessoas, por isso percebem facilmente pontos e detalhes em diversos tipos de ocasiões, os quais elas usam para se envolver ao meio que lhes interessem, toda essa vivacidade pode distraí-las de aspectos mais profundos o que faz delas pessoas desatentas e muitas vezes distraídas.

Xirê de Oxóssi e celebração para Caboclo

Sábados iniciaremos nossos trabalhos de 2018 com o Xirê para Oxóssi e uma celebração para os Caboclos. Nossas giras começam as 15h, chegue cedo e confira nossas orientações antes de ir.

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Oxóssi é o orixá rei das matas e da caça, filho de Iemanjá e irmão de Ogum. Seu sincretismo é feito com São Sebastião, celebrado no dia 20 de Janeiro, mas em alguns locais do nordeste é sincretizado com São Jorge.
O dia da semana consagrado a Oxóssi é a quinta-feira, e seus elementos são o arco e flecha em ferro fundido (ofá), o ogê (um tipo de chifre de boi que é usado para emitir um som chamado Olugboohun, cuja tradução é: “Senhor escuta minha voz”) e o Iru Kere (cetro com rabo de cavalo, boi ou búfalo, que ele usa para manejar os espíritos da floresta).

A saudação a Oxóssi é Okê Arô! (O Rei que fala mais alto. O grande caçador!)

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O que encontramos no dia a dia no almoço, no jantar, enfim, em todas as refeições, pois é ele quem provê o alimento. Na África antiga, Oxóssi era considerado o guardião dos caçadores, pois cabia a eles trazer o sustento para a tribo. Hoje, Oxóssi é quem protege aquelas pessoas que saem todos os dias para o trabalho, para trazer o sustento. Oxóssi também está ligado às artes. Ele está presente no ato da pintura de um quadro; na confecção de uma escultura; na composição de uma música; nos passos de uma dança; nas misturas de cores; na escrita de um poema, de um romance de uma crônica. Está na arte em um modo geral, desde o canto dos pássaros, da cigarra, ao canto do homem. Ao atingir o conhecimento, Oxóssi acerta o seu alvo. Por este motivo, é um dos orixás ligados ao campo do ensino, da cultura, da arte.

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Oxóssi aprende com Ogun a arte da caça.

 Oxóssi é irmão de Ogun. Ogun tem pelo irmão um afeto especial. Num dia em que voltava da batalha, Ogun encontrou o irmão temeroso e sem reação, cercado de inimigos que já tinham destruído quase toda a aldeia e que estavam prestes a atingir sua família e tomar suas terras. Ogun vinha cansado de outra guerra, mas ficou irado e sedento de vingança. Procurou dentro de si mais forças para continuar lutando e partiu na direção dos inimigos. Com sua espada de ferro pelejou até o amanhecer.
Quando por fim venceu os invasores, sentou-se com o irmão e o tranqüilizou com sua proteção. Sempre que houvesse necessidade ele iria até seu encontro para auxiliá-lo. Ogun então ensinou Oxóssi a caçar, a abrir caminhos pela floresta e matas cerradas. Oxóssi aprendeu com o irmão a nobre arte da caça, sem a qual a vida é muito mais difícil. Ogun ensinou Oxóssi a defender-se por si próprio e ensinou Oxóssi a cuidar da sua gente. Agora Ogun podia voltar tranquilo para a guerra. Ogun fez de Oxóssi o provedor.
 Oxóssi é o irmão de Ogun.
 Ogun é o grande guerreiro.
Oxóssi é o grande caçador
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Características dos filhos de Oxóssi Orixá

As pessoas consideradas filhas de Oxóssi são alegres, expansivas, preferem agir a noite, como os caçadores. São faladores, ágeis e de raciocínio muito rápido.

Sabem lutar e alcançar o que almejam, como que lançando uma flecha e acertando o alvo. Sabem dominar mas quando raivosos, ferem as pessoas com palavras e atitudes, como se fosse dada uma flechada. Quando amam, são zelosos e fieis, não toleram ser enganados. São muito trabalhadores e honestos.

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Até Sábado!

Xirê para o orixá Omulu

No dia 9 de Dezembro, a TUNGRA vai realizar um xirê em homenagem ao orixá Omulu. Ele atua na linha da geração e é o guardião da vida: rigoroso, mas compreensível.

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Atotô, Obaluaê!

É também o orixá que rege a morte física, ou seja, o instante seguinte à passagem do plano material para o plano espiritual. Porém, esta morte pode ser interpretada como o fim daquilo que atenta contra o sentido da vida e da geração.

Ele tem o poder de paralisar tudo que é contra a vida. É o orixá que comanda a linha dos pretos velhos.

Também conhecido como Obaluaê, o senhor da terra, o orixá da cura, da saúde e também das doenças, é o lado jovem que corresponde ao velho Omulu. São dois orixás em um. Por isso, quando alguém está doente, recorre a ele.

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São Lazáro na Umbada é Omulu

É, no sincretismo, representado por São Lazaro, comemorado na umbanda no dia 17 de dezembro. A comida oferecida a Omulu é a pipoca feita na areia e o vinho tinto. Suas cores são preto e branco e sua representação na natureza é a calunga menor (cemitério). Um dos símbolo de Omulu é o xaxará – espécie de cetro de mão feito da palha do dendezeiro enfeitado com búzios e contas em que ele capta das casas das pessoas as energias negativas e “varre” as doenças, impurezas e males sobrenaturais.